Bailado - "Parte de coisa nenhuma"

Tuesday, November 07, 2017

"Parte de coisa nenhuma", é o nome do Bailado que a CERCIOEIRAS irá apresentar em dezembro, com a participação de clientes do grupo de dança Korpus e de bailarinos profissionais, coreografados por Diana Seabra.

Este espetáculo, realizado em parceria com a Sublime Dance Company e cofinanciado pelo Programa de Financiamento a Projetos - INR, I.P., vai ter lugar no Auditório da Fundação do Museu Oriente, nos dias 9 (20h30) e 10 (18h00) de dezembro.

A entrada é gratuita! (mediante apresentação de convite ou nome em lista)

Faça já a sua reserva através dos seguintes contactos:

 geral@cercioeiras.pt | Tel. 21 423 96 80


Excertos da SINOPSE:

"(,...) nasce-se a ser parte de algo, como que uma peça de um puzzle que só se completa porque no início, quando só se chora e se respira, cria-se a ilusão de que todos se encaixam. É também possível nascer-se para não se vir a sentir parte de coisa alguma. (...) Mas que dilema esse entre pertencer e ser. Pertencer não é só uma escolha de cada um, a sociedade apodera-se dessa decisão com uma triste inconsciência, descartando-se das consequências. Existe porém a possibilidade de cada um escolher conscientemente. Será talvez esse o maior risco e a maior liberdade. (...)

(...) O Fado carrega esta herança cultural, acolhendo todos os que nasceram em terras lusas sem lhes perguntar se cá querem pertencer. Essa flutuação ganha vida no movimento, no espaço que ocupamos e no tempo que levamos e esperamos, e então a dança fala desse dilema sem as regras da semântica, apenas com a autenticidade de quem sente. (...)

(...) Afinal o fado nasceu daquele que não se sentia parte de coisa nenhuma. Curioso ser o marginal quem vem fazer que com que todos se sintam em casa. O imperfeito enaltece o perfeito, o perfeito cria o imperfeito e alimenta-se dele. Que parte representa afinal o primoroso, distinto e completo na vida do inacabado e do imperfeito? Quem é o imperfeito? Onde pertence cada um? Como se forma um grupo? Quem pertence a quê? Quem se sente mais parte de algo ou parte de coisa nenhuma? Por onde anda quem se sente pertencido e por onde viaja quem se sente desamparado?

Virá o Fado encontrar o perdido ou achado? O famoso ou o esquecido? Quem é o marginal? Seremos provavelmente parte de coisa nenhuma."










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