Apresentação do documentário - "Parte de Coisa Nenhuma"

Thursday, April 26, 2018

A Sublime Dance Company (SDC) apresenta o filme “Parte de Coisa Nenhuma” de Alex Wiczor. Um filme que documenta o processo criativo da peça “Parte Coisa Nenhuma” da coreógrafa Diana Seabra: um projeto de dança inclusiva promovido pela CERCIOEIRAS em colaboração com a SDC.

Este documentário será apresentado no ESPAÇO NIMAS, em Lisboa, no dia 6 de maio, às 17h00, seguido de uma conversa com Luísa Roubaud (Professora na área dos estudos em dança - Faculdade de Motricidade Humana)  e Ana Rita Barata (Coreógrafa – Associação Vo’Arte) e ainda uma curta actuação de Olsi Gjeçi, Nuno Cabral e Giovanni Barbieri.

Os bilhetes (5€) estarão à venda, a partir do início de maio, nas bilheteiras do Espaço Nimas e na BOL (www.bol.pt).

Será um prazer partilhar este momento consigo!

Teaser do documentário: https://youtu.be/eH4Bvfnux6c

Descrição do Projeto:

A criação de Parte de Coisa Nenhuma, nasceu da colaboração entre a CERCIOEIRAS e a coreógrafa Diana Seabra para a criação de uma peça de dança inclusiva com pessoas com deficiência mental e bailarinos profissionais.

O objetivo primordial do projeto prendeu-se com a valorização das competências artísticas das pessoas com deficiência e a potencialização das suas capacidades criativas e performativas no domínio não verbal. A apresentação final da peça contou com a coreografia e direção artística de Diana Seabra.

O documentário apresenta a perspetiva de Alex Wiczor sobre o processo criativo que durou dois meses. A exploração de movimento alternou-se entre a expressividade de um indivíduo singular e a expressividade de um grupo e como ambos se afetam mutuamente.

As fortes relações interpessoais que foram construídas, ao longo deste processo, reforçaram a premissa de que o movimento, a dança e a música são meios de comunicação potenciadores de uma compreensão interpessoal mútua e autêntica.

Resumo da Sinopse:

Nasce-se num lugar, num determinado tempo, numa família, numa língua, num clima, numa cultura, num cheiro e sabor de comidas,... nasce-se a ser parte de algo mas é também possível nascer-se para não se vir a sentir parte de coisa alguma.

 

Pertencer não é só uma escolha de cada um, a sociedade apodera-se dessa decisão com uma triste inconsciência. Existe porém a possibilidade de cada um escolher conscientemente. Será talvez esse o maior risco e a maior liberdade.

 

Onde pertence cada um? Como se forma um grupo? Quem pertence a quê? Quem se sente mais parte de algo ou parte de coisa nenhuma? Por onde anda quem se sente pertencido e por onde viaja quem se sente desamparado?

 

O Fado, originário de contextos marginais, subiu e desceu a escada dos diferentes estatutos sociais, das diferentes modas, sendo agora parte de quem o quer ouvir. Letras que falam aos portugueses e que embalam quem só lhe entende a melodia.

 

Quem é o famoso ou o esquecido? Quem é o marginal? O perfeito e o imperfeito? Onde está a autenticidade daquele que pertence a um grupo? Somos ou pertencemos?

 

Seremos provavelmente parte de coisa nenhuma.







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