Projeto Korpus “Parte de Coisa Nenhuma” 2017, Projeto Co-Financiado pelo Programa de Financiamento a projetos pelo INR, I.P.

Este projeto surgiu da necessidade de levar mais além a peça de dança inclusiva criada em 2017, com fado contemporâneo ao vivo. No fundo, dar continuidade a um projeto profissional de qualidade, dando oportunidade às pessoas com deficiência intelectual (DI) para apresentarem o seu trabalho a um novo público e expor as suas competências artísticas e expressivas.

Por outro lado, pretendeu-se sensibilizar o público para a inclusão e para as capacidades das pessoas com DI, promover a troca de saberes entre instituições congéneres e alunos/ profissionais de dança, através de workshops de dança. O projeto consistiu em realizar três espetáculos em zonas diferentes do país para descentralizar a oferta cultural, nomeadamente Oliveira de Azeméis, Coimbra e Mafra, antecedidos de workshops de dança inclusiva e apresentação do documentário de Alex Wickzor que documenta todo o processo artístico e criativo do projeto e que pode ser visualizado em https://www.youtube.com/watch?v=x2OynzY9J6I, seguido de tertúlias com os artistas.

Todas estas ações foram gratuitas para serem acessíveis e apelativas a todos os públicos. Conseguimos ter os workshops lotados entre alunos de dança, alunos de artes, profissionais de dança, auxiliares, técnicos e clientes de instituições congéneres. Os espetáculos tiveram uma excelente adesão e um feedback muito positivo.

Esta digressão somente foi possível porque tivemos o cofinanciamento do programa de financiamento a projetos pelo Instituto Nacional de Reabilitação, I.P., diferentes parcerias, nomeadamente, do Conservatório de Dança do Norte com a Escola de Dança Ana Luísa Mendonça em S. João da Madeira, a Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra e o Instituto Técnico Artístico e Profissional de Coimbra, bem como diferentes apoios públicos e privados através da cedência de espaços culturais, como o Cineteatro Caracas em Oliveira de Azeméis, o auditório do Conservatório de Música de Coimbra, o auditório da Casa da Música Francisco Alves Gato em Mafra, apoio nas deslocações pela Câmara Municipal de Oeiras e da Luxing Tours, apoio nas refeições e estadias pelo grupo Simoldes e Hotel Dighton em Oliveira de Azeméis e apoio na cedência de espaço para ensaios pela Oeiras Dance Academy.

O sucesso deste projeto deveu-se ao envolvimento de profissionais de excelência, que humildemente partilharam o seu saber e afeto! No total conseguimos alcançar cerca de 700 pessoas entre parcerias, espetáculos, workshops e apresentação do documentário, ficando o espírito de missão cumprida e pena de serem projetos de curta duração, mas com uma certeza: a de que queremos continuar a desenvolver projetos de qualidade e sermos um exemplo de boas práticas artísticas inclusivas.

Sara Espírito Santo Terapeuta Ocupacional, técnica responsável pelo grupo Korpus da CERCIOEIRAS, Coordenadora de projeto





Projeto Co-Financiado pelo Programa de Financiamento a projetos pelo INR, I.P.:



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